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ProfÁgua reúne 349 trabalhos e reforça pesquisa aplicada à gestão das águas no Brasil

O 8º Seminário Nacional reúne 349 trabalhos e destaca a aplicação prática da pesquisa na gestão e regulação dos recursos hídricos.

8º Seminário Nacional destaca impacto do mestrado profissional na formação de especialistas, na produção técnico-científica e no fortalecimento do SINGREH.

O 8º Seminário Nacional do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua) reúne, nesta semana, pesquisadores, estudantes, docentes e profissionais de diferentes regiões do país para discutir como a produção acadêmica pode gerar impacto direto na gestão das águas.

Realizado de forma online entre 5 e 9 de outubro, o encontro tem como tema central “Educação, Ciência e Gestão das Águas: Fortalecendo o SINGREH no Século XXI” e é promovido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), pela CAPES e pela Rede ProfÁgua. 

A programação deste ano reúne 349 trabalhos inscritos, além de centenas de participantes entre alunos, docentes, avaliadores e ouvintes externos. 

Pesquisa aplicada como eixo do programa

O ProfÁgua foi criado com uma proposta distinta da pós-graduação puramente acadêmica.

O foco do programa é conectar conhecimento técnico e científico com problemas reais da gestão e da regulação dos recursos hídricos.

Isso significa que dissertações, projetos e produtos técnico-tecnológicos são desenvolvidos com o objetivo de responder a desafios concretos enfrentados por órgãos gestores, agências reguladoras, comitês de bacia, prestadores de serviços, municípios e demais instituições ligadas à governança das águas. 

Essa característica aparece de forma central no Seminário Nacional, que funciona como espaço de apresentação, avaliação e aperfeiçoamento dos trabalhos produzidos pelos alunos.

349 trabalhos em avaliação

Segundo dados apresentados na abertura do evento, o 8º Seminário recebeu 349 trabalhos inscritos.

A avaliação envolve 264 professores da Rede ProfÁgua e 53 servidores da ANA, além de 314 alunos como ouvintes e 639 participantes externos. 

A dimensão do encontro mostra o crescimento de uma rede que, ao longo dos últimos anos, passou a reunir instituições de ensino superior de diferentes regiões do país em torno de uma agenda comum de pesquisa aplicada.

Programa já formou mais de 827 mestres

Criado e fomentado pela ANA em 2015, em parceria com a CAPES, o ProfÁgua atualmente reúne 26 instituições distribuídas por praticamente todos os estados brasileiros.

Desde sua criação, o programa recebeu mais de R$ 14 milhões em investimentos e já formou mais de 827 profissionais com o título de mestre em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos. 

O modelo em rede permite que diferentes universidades compartilhem metodologias, experiências e linhas de pesquisa, ao mesmo tempo em que os trabalhos mantêm forte conexão com problemas regionais e locais.

Conhecimento precisa gerar impacto

Durante a abertura, representantes da ANA, da CAPES e da Rede ProfÁgua destacaram um ponto comum: o conhecimento produzido pelo mestrado precisa ultrapassar o ambiente acadêmico.

A superintendente adjunta de Apoio ao SINGREH e às Agências Infranacionais de Regulação do Saneamento Básico da ANA, Vivyanne Graça, enfatizou a importância de fortalecer a rede e ampliar o impacto dos produtos desenvolvidos.

A expectativa é que os resultados das pesquisas sejam incorporados à gestão, à regulação e à tomada de decisão no setor de recursos hídricos. 

Esse direcionamento aproxima o programa de uma agenda cada vez mais relevante para o país: transformar informação científica em instrumento de política pública.

Mudanças climáticas entram no centro do debate

A relação entre recursos hídricos e mudanças climáticas também apareceu com destaque na abertura do Seminário.

A diretora da ANA Larissa Rêgo ressaltou que os desafios atuais exigem maior capacidade de adaptação e resiliência, e que as pesquisas desenvolvidas no ProfÁgua podem contribuir para construir respostas a problemas que já estão sendo observados nos territórios. 

Esse contexto amplia o papel da pesquisa aplicada.

Temas como segurança hídrica, eventos extremos, disponibilidade de água, conflitos entre usos, alocação, monitoramento, regulação e planejamento passaram a exigir decisões cada vez mais apoiadas em dados e evidências.

Formação profissional próxima da realidade

Outro ponto destacado durante a abertura foi a capacidade dos mestrados profissionais em rede de aproximar a pesquisa da realidade operacional.

Representante da CAPES, Bruno Teles destacou que profissionais inseridos no próprio setor conseguem identificar problemas concretos e transformar questões surgidas na prática em objetos de investigação estruturada. 

Essa característica é particularmente importante na gestão de recursos hídricos, uma área marcada por diferenças regionais, múltiplos usuários, conflitos, variabilidade climática e diferentes arranjos institucionais.

Integração com o SINGREH

O Seminário também funciona como ponto de encontro entre universidade e Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH).

A presença de especialistas da ANA e de outros atores do sistema permite que os trabalhos sejam avaliados não apenas sob uma perspectiva acadêmica, mas também técnica e operacional. 

Esse diálogo aumenta a possibilidade de que pesquisas desenvolvidas no programa sejam transformadas em ferramentas, metodologias, diagnósticos, modelos de gestão ou propostas regulatórias aplicáveis.

Pesquisa com aplicação prática

A lógica do ProfÁgua ajuda a consolidar uma mudança importante na produção de conhecimento sobre recursos hídricos no Brasil.

Em vez de tratar a pesquisa como uma etapa isolada, o programa busca integrá-la ao processo de decisão.

Na prática, isso significa produzir conhecimento que possa apoiar:

  • planos de recursos hídricos;
  • gestão de bacias;
  • regulação;
  • segurança hídrica;
  • planejamento de usos múltiplos;
  • gestão de conflitos;
  • monitoramento;
  • adaptação climática;
  • educação ambiental;
  • inovação institucional.

Seminário segue até 9 de outubro

O 8º Seminário Nacional segue até 9 de outubro, com apresentações dos trabalhos inscritos e atividades voltadas à discussão e avaliação dos projetos desenvolvidos pelos alunos. 

O evento é realizado de forma online e integra alunos, docentes, pesquisadores, profissionais do setor e representantes do SINGREH.

Saiba em 30 segundos

  • O 8º Seminário Nacional do ProfÁgua ocorre de 5 a 9 de outubro.
  • O encontro reúne 349 trabalhos inscritos.
  • A Rede ProfÁgua conta com 26 instituições.
  • O programa já formou mais de 827 mestres.
  • Mais de R$ 14 milhões já foram investidos na iniciativa.
  • O foco do mestrado é pesquisa aplicada à gestão e regulação dos recursos hídricos. 

Por que isso importa

O crescimento do ProfÁgua mostra que a formação especializada em recursos hídricos está se tornando cada vez mais conectada à prática.

Para gestores, reguladores e profissionais do setor, isso significa acesso a pesquisas capazes de gerar ferramentas, diagnósticos e soluções diretamente aplicáveis.

Em um cenário de mudanças climáticas, maior pressão sobre os mananciais e aumento da complexidade regulatória, essa aproximação entre ciência e gestão tende a se tornar cada vez mais estratégica.

Fonte


Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)
Seminário Nacional do ProfÁgua começa com olhares sobre os impactos desse mestrado profissional para o setor de recursos hídricos.
Publicado em 5 de outubro de 2026. 

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