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Cantareira sai do alerta e passa à faixa de atenção em outubro

Sistema Cantareira chegou a 41,10% do volume útil no fim de setembro e passa à Faixa de Atenção; gestão de demanda e redução de perdas seguem no foco.

O Sistema Cantareira passou a operar em 1º de outubro na Faixa 2 — Atenção, após encerrar setembro com 41,10% do volume útil. A mudança representa melhora em relação à condição de Alerta vigente anteriormente, mas ANA e SP Águas mantêm a recomendação de medidas de gestão da demanda, redução de perdas e uso racional da água.

Em 31 de agosto, o Cantareira registrava 32,99% do volume útil. A recuperação observada ao longo de setembro levou o sistema para o intervalo entre 40% e 60% previsto na Resolução Conjunta nº 925/2017, determinando a mudança da faixa operacional para outubro.

Captação pode chegar a 31 m³/s

Na Faixa de Atenção, a Sabesp fica autorizada a retirar do Sistema Cantareira até 31 metros cúbicos por segundo. Em condição de normalidade, o limite pode chegar a 33 m³/s. Na situação anterior, de Alerta, o limite operacional era inferior.

A ANA e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) informaram ainda que, como medida de mitigação, poderá ser utilizada em outubro a vazão eventualmente transposta a partir do reservatório da UHE Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, respeitado o limite de outorga.

Recuperação não elimina a necessidade de cautela

A mudança de faixa é um indicador positivo de armazenamento, mas não significa retorno automático a uma situação de normalidade hídrica. O próprio regime operacional do Cantareira foi desenhado para ajustar as retiradas às condições de armazenamento e reduzir riscos associados a períodos de menor disponibilidade.

Por isso, ANA e SP Águas reforçaram a importância de medidas operacionais de gestão da demanda nos serviços de abastecimento, incluindo redução do consumo, combate às perdas e estímulo ao uso racional da água.

Perdas entram na estratégia de segurança hídrica

O destaque dado às perdas conecta a gestão dos reservatórios à eficiência dos sistemas urbanos. Água produzida e não faturada ou perdida fisicamente nas redes representa pressão adicional sobre mananciais, estações de tratamento, energia e infraestrutura.

Em períodos de maior incerteza hidrológica, a redução de perdas deixa de ser apenas um indicador de eficiência operacional e passa a funcionar também como instrumento de segurança hídrica. Quanto menor a necessidade de produzir água para compensar perdas evitáveis, menor tende a ser a pressão sobre os sistemas produtores.

Regras operacionais do Cantareira

A operação segue a Resolução Conjunta ANA/DAEE nº 925, de 29 de maio de 2017. A classificação mensal considera o volume útil registrado no último dia útil do mês anterior e associa cada faixa a limites de retirada.

No período seco de 2026, de 1º de junho a 30 de novembro, as vazões destinadas às bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí também são definidas dentro do arranjo operacional, com comunicação dos Comitês PCJ à SP Águas.

O que acompanhar em outubro

Para o setor, os principais indicadores serão a evolução do volume armazenado, as precipitações sobre as bacias contribuintes, as vazões afluentes, a demanda da Região Metropolitana de São Paulo e a eventual utilização de mecanismos complementares de transferência hídrica.

A melhora registrada em setembro amplia a margem operacional do sistema, mas a mensagem institucional permanece orientada à prudência. A segurança hídrica depende não apenas do volume dos reservatórios, mas da combinação entre disponibilidade, operação, eficiência das redes e comportamento da demanda.

Fonte

Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e SP Águas, “Sistema Cantareira passará a operar na Faixa de Atenção em outubro”, publicado em 30 de setembro de 2026: fonte oficial.

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