Consulta pública permanece aberta até 31 de outubro e reúne contribuições sobre segurança hídrica, saneamento, governança, financiamento e desenvolvimento sustentável.
Profissionais, gestores públicos, pesquisadores, organizações e cidadãos ainda podem contribuir para a construção da posição que o Brasil levará à 3ª Conferência da Organização das Nações Unidas sobre a Água.
A consulta pública Brasil rumo à Conferência da ONU sobre a Água permanece aberta até 31 de outubro na plataforma Brasil Participativo.
A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com participação de outros órgãos do governo federal. Serviços e Informações do Brasil
Conferência será realizada em dezembro
A 3ª Conferência da ONU sobre a Água está programada para 8 a 10 de dezembro de 2026, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
O encontro é coorganizado pelos Emirados Árabes Unidos e Senegal e pretende acelerar o avanço internacional em direção ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 — Água Potável e Saneamento. Serviços e Informações do Brasil
As contribuições brasileiras serão sistematizadas para subsidiar um documento-base e a posição nacional no encontro.
Quem pode contribuir
A participação não está limitada ao governo.
Segundo o MIDR, podem apresentar contribuições cidadãos, gestores públicos, Comitês de Bacia, Agências de Água, universidades, representantes do setor produtivo, organizações da sociedade civil e demais interessados. Serviços e Informações do Brasil
Isso abre espaço para que experiências concretas de gestão hídrica, saneamento, adaptação climática e governança desenvolvidas no Brasil sejam incorporadas ao processo.
Seis eixos estruturam a discussão
A consulta utiliza como referência seis diálogos interativos propostos para a Conferência, adaptados ao contexto brasileiro e ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos.
Os eixos abrangem água para as pessoas; água para a prosperidade; água para o planeta; cooperação; água e processos multilaterais; e financiamento para a água. Serviços e Informações do Brasil
A estrutura mostra que a agenda internacional da água está se afastando de uma abordagem exclusivamente ambiental.
Segurança hídrica passa a ser tratada simultaneamente como questão social, econômica, climática, institucional e de infraestrutura.
Por que o setor de saneamento deve participar
A Conferência possui relação direta com desafios enfrentados pelo saneamento brasileiro.
Universalização dos serviços, disponibilidade de água, resiliência climática, financiamento de infraestrutura, proteção de mananciais, redução de desigualdades e governança regulatória convergem para o ODS 6.
A participação de prestadores, reguladores, municípios, universidades e especialistas pode contribuir para que a posição brasileira reflita também os problemas observados na implementação das políticas públicas.
Há ainda uma oportunidade para levar experiências brasileiras ao debate internacional — tanto casos bem-sucedidos quanto dificuldades que precisam de cooperação, tecnologia e financiamento.
Da agenda global à realidade das bacias
Um aspecto relevante da consulta é sua adaptação ao arcabouço do SINGREH e às diferentes realidades regionais brasileiras.
Isso permite aproximar uma conferência global de questões concretas vivenciadas em bacias hidrográficas: conflitos pelo uso da água, eventos extremos, disponibilidade hídrica, expansão urbana, saneamento e necessidade de investimentos.
A qualidade da participação brasileira dependerá, portanto, não apenas das posições institucionais do governo federal, mas da capacidade de incorporar conhecimento produzido nos territórios.
Serviço
Consulta: Brasil rumo à Conferência da ONU sobre a Água
Prazo: 31 de outubro de 2026
Conferência: 8 a 10 de dezembro de 2026
Local: Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos
Coordenação brasileira: MIDR e ANA.
Fontes
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico e Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. A plataforma Brasil Participativo confirma que a consulta ocorre de 8 de julho a 31 de outubro. Serviços e Informações do Brasil
Participar da consulta pública — Brasil Participativo




